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ALÉM DO LAZER: TURISMO LGBTQIA+ SE CONSOLIDA COMO ESTRATÉGIA DE BEM-ESTAR E PERTENCIMENTO

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Brasil figura entre os destinos mais procurados do mundo; Especialista aponta crescimento de viagens em grupo e roteiros que privilegiam segurança e experiências autênticas.

O turismo LGBTQIA+ vive uma transformação profunda. O que antes era uma demanda concentrada em datas sazonais ou grandes eventos, como as Paradas do Orgulho, consolidou-se como uma busca contínua por bem-estar, conexão e, acima de tudo, pertencimento. Em 2026, o setor reafirma sua força, com o Brasil posicionando-se como um dos protagonistas no cenário global de hospitalidade inclusiva.

De acordo com levantamento recente da Booking, três capitais brasileiras estão entre as dez mais receptivas do mundo para este público: São Paulo (3º lugar), Florianópolis (7º) e Rio de Janeiro (9º). O ranking mundial é liderado por cidades como Milão, Roma e Londres, mas a presença brasileira reforça o potencial do país em oferecer ambientes acolhedores.

A Experiência como Prioridade

Para Marco Lisboa, CEO e fundador da rede de franquias 365 Fun Fest, o perfil do viajante mudou. “A viagem deixou de ser apenas lazer e passou a ser uma experiência de vida. Para esse público, estar em um ambiente seguro e livre de julgamentos impacta diretamente na qualidade da jornada”, afirma.

Essa busca por segurança tem impulsionado o crescimento das viagens em grupo, especialmente entre famílias formadas por casais homoafetivos com filhos. Segundo Lisboa, esses viajantes buscam destinos e acomodações que recebam a diversidade com naturalidade, sem a necessidade de “explicações” constantes sobre sua estrutura familiar.

Descentralização e Ecoturismo

Outro movimento notável é a fuga do “circuito óbvio”. Se antes o foco eram as festas e grandes metrópoles, hoje cresce o interesse por:

  • Ecoturismo e Natureza: Destinos que oferecem paz e contato com o meio ambiente.
  • Imersão Cultural: Roteiros que exploram a gastronomia e a história local com autenticidade.
  • Curadoria Especializada: A procura por consultores que mapeiam fornecedores e parceiros comprometidos com o respeito e a inclusão.

O Mercado de Franquias e a Expansão em 2026

O aquecimento deste nicho reflete-se no modelo de negócios. A 365 Fun Fest, por exemplo, planeja encerrar o ano de 2026 com 100 unidades e um faturamento de R$ 2 milhões. O segredo, segundo Lisboa, está na sensibilidade. “Não se trata apenas de vender pacotes, mas de entender histórias e contextos. O turismo inclusivo gera um impacto econômico relevante e fortalece cadeias produtivas comprometidas com a diversidade”, ressalta.

Com a consolidação deste segmento, o setor de turismo passa a enxergar a inclusão não como uma ação pontual, mas como uma estratégia permanente de mercado que valoriza a dignidade e o prazer de viajar de todos os cidadãos.

Destaque: As 10 Cidades Mais Inclusivas do Mundo

  1. Milão (Itália)
  2. Roma (Itália)
  3. São Paulo (Brasil)
  4. Londres (Inglaterra)
  5. Cidade do México (México)
  6. Madri (Espanha)
  7. Florianópolis (Brasil)
  8. Porto (Portugal)
  9. Rio de Janeiro (Brasil)
  10. Cidade do Cabo (África do Sul)

Para quem busca roteiros personalizados e com foco total em hospitalidade, o acompanhamento de agências especializadas garante que o único foco da viagem seja o desfrute e a criação de novas memórias.