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BELO HORIZONTE ILUMINA CARTÕES-POSTAIS PARA CONSCIENTIZAR SOBRE DERMATITE ATÓPICA

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Em um esforço para dar visibilidade a uma doença crônica que afeta milhares de pessoas, a dermatite atópica, dois pontos icônicos de Belo Horizonte receberão uma intervenção especial no próximo dia 23 de setembro, o Dia Nacional da Conscientização sobre a Dermatite Atópica. A Praça da Estação será iluminada nas cores verde e laranja, enquanto o Cine Theatro Brasil receberá projeções em LED com imagens de pessoas que convivem com a condição.

A dermatite Atópica, uma doença de pele de origem genética e não contagiosa, afeta aproximadamente 5% da população de Minas Gerais, segundo estimativas de Jules Cobra, diretor da Associação Brasileira de Pacientes Atópicos, Oncológicos e de Doenças Raras (Atópicos Brasil). Ele alerta para a necessidade de políticas públicas mais eficazes para atender a demanda crescente.

Nacionalmente, os números são significativos: a doença afeta de 15% a 25% das crianças e de 3% a 7% dos adultos. Em um ano, o SUS registrou mais de 500 mil atendimentos relacionados à condição.

Avanços na saúde pública e o desafio do diagnóstico

A conscientização ganha força após conquistas recentes. Em junho, o SUS incorporou tratamentos gratuitos para a dermatite atópica, incluindo pomadas e medicamentos orais. Em Minas Gerais, uma política estadual específica foi criada em abril, com a sanção da Lei 25.222, visando diagnóstico precoce e tratamento adequado.

Crédito: Dione Alves – Divulgação

Apesar dos avanços, a presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional Minas Gerais, Michelle Diniz, destaca que o diagnóstico ainda é um desafio. “A falta de informação é uma barreira crucial. A doença ainda é subestimada e confundida com um problema simples de pele, o que leva a atrasos no diagnóstico e tratamentos inadequados”, afirma. Ela reforça a importância das campanhas para combater a desinformação e facilitar o acesso ao cuidado correto.

Impactos além da pele

Os sintomas da dermatite atópica, como a coceira intensa, transcendem a esfera física e afetam a qualidade de vida dos pacientes de forma profunda. O prurido constante pode levar à perda de sono, irritabilidade, ansiedade e depressão.

Segundo Jules Cobra, pacientes com a forma grave da doença podem coçar a pele por até 16 horas por dia. “Isso provoca lesões na pele, algumas vezes com mau cheiro, e o paciente começa a ter um absenteísmo muito grande no trabalho, porque precisa ficar em casa para obter algum controle da doença”, relata. A condição, muitas vezes, causa isolamento social e afeta a vida profissional e familiar.

Capa: Crédito: Dione Alves – Divulgação