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EXPOSIÇÃO “TRAMAS DE AFETO ” EXALTA A FORÇA E O PROTAGONISMO FEMININO DO VALE DO JEQUITINHONHA

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A partir desta quinta-feira, 17 de julho, às 19h, o Centro de Arte Popular (CAP), em Belo Horizonte, inaugura a exposição “Tramas de afeto: as mulheres no acervo do Centro de Arte Popular”, que convida o público a mergulhar na potência, delicadeza e ancestralidade feminina do Vale do Jequitinhonha. A mostra tem entrada gratuita e fica em cartaz até o dia 7 de setembro.

Idealizada por um coletivo de curadoras formado por Anna Carolina Oliveira, Bia Pimentel, Deise Joana Tomé da Silveira e Stella de Figueiredo Silveira, a exposição propõe uma reflexão sensível e contundente sobre os diferentes papéis desempenhados pelas mulheres do Vale, seus modos de viver e suas perspectivas, trazendo à tona a riqueza de um universo feminino marcado pela coletividade, pela arte e pela resistência.

O recorte curatorial foi feito a partir do próprio acervo do CAP, destacando, principalmente, obras em cerâmica — expressão artística tradicional da região, reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial de Minas Gerais desde 2018. Mais do que simples peças de arte, as cerâmicas revelam histórias, afetos e a força simbólica do barro como elo entre gerações.

A força que brota do barro

Produzida majoritariamente por mulheres em olarias familiares, a cerâmica do Vale do Jequitinhonha transcende o artesanato: ela é voz, memória e identidade. É por meio do barro que essas artistas falam sobre maternidade, cotidiano, ancestralidade e pertencimento — transformando a arte em um canal de empoderamento feminino.

As obras expostas são de autoras e autores como Aneli, Glória Maria Andrade, Irene Gomes, Maria Lira, Mercinda S.B. e Amadeu S.B., Noemisa Batista dos Santos, Placidina, Raimunda de Almeida Martins, Zezinha, Girlande Damásio Viana, João Alves, João Pereira de Andrada e Tunay Xavier. A presença masculina, nesse caso, também se volta para a representação da mulher — centro temático da mostra.

Cada peça carrega em si uma narrativa. Histórias que falam sobre o feminino não apenas como figura, mas como força criadora, sustentadora e transformadora de realidades.

Uma mostra que confronta estigmas

Além de enaltecer o protagonismo feminino, “Tramas de afeto” também questiona o estigma do Vale do Jequitinhonha como uma região marcada exclusivamente pela pobreza. A curadoria propõe uma mudança de olhar, evidenciando a riqueza simbólica, estética e cultural que pulsa na região e, sobretudo, nas mãos das mulheres que moldam o barro com saberes ancestrais.

Localizado no bairro de Lourdes e integrante do Circuito Liberdade, o Centro de Arte Popular é dedicado a valorizar as manifestações da cultura popular mineira. Instalado em um casarão histórico da década de 1920, o espaço abriga exposições permanentes e temporárias de artistas de diversas regiões do estado, oferecendo ao público uma imersão nos múltiplos universos culturais de Minas Gerais.

Serviço

Exposição: Tramas de afeto: as mulheres no acervo do Centro de Arte Popular
Abertura: 17 de julho, às 19h
Visitação: de 17/07 a 07/09
Horário:

  • Terça a sexta-feira: das 12h às 18h30
  • Sábados, domingos e feriados: das 11h às 17h
    Local: Centro de Arte Popular – Rua Gonçalves Dias, 1.608, Lourdes, BH
    Entrada: Gratuita