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INVERNO ACENDE ALERTA PARA DOENÇAS RESPIRATÓRIAS EM MINAS E ESPECIALISTAS REFORÇAM A IMPORTÂNCIA DA PREVENÇÃO E VACINAÇÃO

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Com temperaturas mais baixas registradas em Minas Gerais desde abril, o inverno – que começou oficialmente no dia 20 de junho – acende um importante alerta para o aumento dos casos de doenças respiratórias. Gripe, pneumonia, bronquiolite, sinusite e outros quadros infecciosos tendem a se intensificar nesta época do ano, impulsionados pela maior circulação de vírus como os da Influenza (H1N1, H3N2 e B), que podem evoluir para quadros graves como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

Entre os grupos mais vulneráveis, a atenção precisa ser redobrada. Segundo o Ministério da Saúde, dos 370 idosos hospitalizados em Minas no ano passado com SRAG, 76 morreram – quase um em cada cinco casos. “Crianças pequenas, gestantes, imunocomprometidos e pessoas com doenças crônicas como asma ou DPOC também estão em maior risco de desenvolver formas graves dessas infecções”, explica a pneumologista Vitória Faustino, professora do curso de Medicina do UniBH, instituição que integra o ecossistema Ânima.

A especialista reforça a necessidade de evitar aglomerações, especialmente por pessoas com sintomas gripais, como forma de conter a disseminação dos vírus. Ela lembra que o uso da máscara segue sendo um aliado importante, principalmente em ambientes fechados ou com pouca ventilação. “Esse foi um dos maiores legados da pandemia. Usada corretamente, a máscara – de preferência cirúrgica – ajuda muito a reduzir o contágio”, orienta.

Outro pilar essencial da prevenção é a vacinação. A gripe pode parecer inofensiva à primeira vista, mas seus impactos podem ser severos quando o paciente não está protegido. Apesar de o Sistema Único de Saúde (SUS) oferecer gratuitamente a vacina contra Influenza, a adesão ainda está abaixo do ideal. Até o início de junho, apenas 44,1% do público-alvo – crianças, gestantes e idosos – haviam sido vacinados em Minas Gerais, bem abaixo da meta de 90% estipulada pelo Ministério da Saúde.

Os números contrastam com a ampla oferta do imunizante: de janeiro a junho, o estado distribuiu mais de 7,8 milhões de doses da vacina contra a gripe e 1,2 milhão contra a Covid-19 às 28 unidades regionais de saúde. “Quando a cobertura vacinal é alta, conseguimos reduzir a circulação do vírus e, consequentemente, a pressão sobre os leitos hospitalares”, afirma Vitória.

A médica também destaca a importância da manutenção de hábitos preventivos que ganharam força durante a pandemia, como a higienização das mãos com álcool em gel 70%. “Esses cuidados simples ajudam a conter a transmissão não apenas da gripe, mas de várias doenças respiratórias comuns no inverno”, explica.

Caso os sintomas gripais apareçam – febre, tosse, dor no corpo, cansaço –, a recomendação é evitar a automedicação e procurar um serviço de saúde. “A maioria dos quadros exige apenas repouso, boa hidratação e, em alguns casos, medicação específica prescrita por um médico. Mas é o profissional de saúde que deve avaliar a gravidade do caso e indicar o tratamento mais adequado”, finaliza a pneumologista.

Capa: Freepik