Nos dias 22 e 23 de agosto, às 20h, o Grande Teatro do Palácio das Artes, em Belo Horizonte, recebe a Orquestra Ouro Preto para a apresentação de “Feliz Ano Velho, a Ópera”, adaptação inédita do clássico autobiográfico de Marcelo Rubens Paiva com música e libreto do compositor Tim Rescala.
Após emocionar o público em sua estreia nas areias de Copacabana, no Rio de Janeiro, o espetáculo chega à capital mineira celebrando os 25 anos da Orquestra com uma proposta ousada que combina música de concerto, teatro e literatura em uma linguagem moderna e acessível.
Um clássico em nova linguagem
Publicado em 1982, Feliz Ano Velho tornou-se um marco da literatura brasileira contemporânea, retratando com irreverência e sensibilidade a juventude, a superação e a memória de uma geração. Na montagem dirigida musicalmente por Rodrigo Toffolo e cênicamente por Julliano Mendes, a obra ganha novas camadas artísticas sem perder a essência do texto original.
O elenco reúne nomes de destaque como Johny França (Marcelo), Jabez Lima (Rubens Paiva) e Marília Vargas (Eunice Paiva), além da participação especial de Arrigo Barnabé, interpretando a si mesmo. A produção conta ainda com cantores e instrumentistas que reforçam o caráter épico e humano da narrativa.
Para o autor Marcelo Rubens Paiva, ver sua obra transposta para a ópera é motivo de celebração:
“É emocionante ver Feliz Ano Velho ganhar vida no palco de forma tão intensa e musical. Mal posso esperar para ver e ouvir essa história contada de um jeito novo. Estou me sentindo um ‘erudito’”, brinca.
Música, crítica e emoção
Parceiro de longa data da Orquestra Ouro Preto, Tim Rescala assina a partitura e o libreto, trazendo lirismo, humor e crítica social. Reconhecido por criações como Auto da Compadecida, a Ópera e Hilda Furacão, a Ópera, o compositor destaca:

“Adaptar Feliz Ano Velho foi um desafio instigante. É uma obra que pulsa vida, memória e ironia, elementos que me inspiraram a criar uma música que dialogasse com o texto de forma intensa e emocional.”
Já a encenação de Julliano Mendes aposta em uma estética dinâmica e visualmente simbólica, aproximando a narrativa do público jovem e estabelecendo pontes entre a tradição operística e o teatro musical contemporâneo.
Inovação e compromisso cultural
Para o maestro Rodrigo Toffolo, a montagem reafirma a missão da Orquestra Ouro Preto de aproximar a música de concerto da cultura popular brasileira:
“Essa ópera traduz nosso compromisso de conectar o clássico ao contemporâneo. Marcelo Rubens Paiva é uma figura essencial da nossa cultura, e sua história continua despertando reflexões e tocando corações.”

Com Feliz Ano Velho, a Ópera, a Orquestra Ouro Preto consolida mais um marco em sua trajetória inovadora, que busca constantemente renovar o repertório sinfônico nacional e ampliar os diálogos da música com outras expressões artísticas.
Serviço
Orquestra Ouro Preto apresenta “Feliz Ano Velho, a Ópera”
Local: Palácio das Artes – Av. Afonso Pena, 1537 – Centro, Belo Horizonte
Data: 22 e 23 de agosto de 2025 (sexta e sábado)
Horário: 20h
Ingressos: Eventim e na bilheteria do teatro
Informações: www.orquestraouropreto.com.br
Capa: Feliz Ano Velho – Orquestra Ouro Preto – Crédito: Rapha Garcia












































