Depois de temporadas esgotadas e grande repercussão na cena cultural mineira, o espetáculo “A Última Ópera” está de volta aos palcos de Belo Horizonte. A montagem escrita e dirigida por Gustavo Des entra em cartaz nos dias 17, 18 e 19 de julho, no Teatro João Ceschiatti, localizado no Palácio das Artes, com ingressos a preços populares.
Com estética provocadora e linguagem sensorial, a peça se firma como uma tragicomédia de impacto, inspirada no Teatro do Absurdo. Em cena, sete artistas interpretam os membros de uma família disfuncional, cujo frágil equilíbrio é abalado com o retorno da matriarca — figura antes dada como morta. O reencontro, longe de trazer reconciliação, desperta rancores, disputas e traumas soterrados.
Em um ambiente onde o tempo parece suspenso, a peça constrói uma atmosfera de opressão e desconforto, em que os tique-taques de relógio, os cheiros e silêncios, e os diálogos atravessados por ironia e dor, criam uma experiência única para o público. Mais que uma encenação, “A Última Ópera” é uma vivência que questiona os vínculos familiares, os limites da empatia e o modo como a sociedade lida com o envelhecimento, as doenças mentais e os afetos adoecidos.

Segundo o diretor Gustavo Des, “a obra é um convite à escuta do incômodo, à reflexão sobre o abandono e ao olhar mais profundo sobre o outro”. O espetáculo já integrou a Campanha de Popularização do Teatro e da Dança de BH, recebeu elogios da crítica especializada e foi destaque na programação cultural de Minas Gerais.
Com um elenco potente e uma abordagem que transita entre o cômico e o trágico, “A Última Ópera” propõe um mergulho nos absurdos cotidianos de uma família que poderia ser qualquer uma — ou todas.
SERVIÇO
Espetáculo: A Última Ópera
Local: Teatro João Ceschiatti – Palácio das Artes
Datas: 17, 18 e 19 de julho de 2025
Horários: Quinta e sexta às 20h | Sábado às 20h30
Ingressos: R$ 50 (inteira) | R$ 25 (meia)
Vendas: www.eventim.com.br ou na bilheteria do teatro
Endereço: Av. Afonso Pena, 1537 – Centro, Belo Horizonte
Capa: Crédito: Bernardo Adelário












































