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Barão Vermelho reúne formação original em Belo Horizonte para uma celebração de quatro décadas de rock brasileiro

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Turnê “Barão Vermelho Encontro” chega ao Arena Hall nos dias 26 e 27 de setembro, depois de ter os ingressos do primeiro show esgotados

Há encontros que pertencem ao presente, mas carregam décadas de histórias. É o caso de Barão Vermelho Encontro, turnê que reúne novamente quatro integrantes da formação original de uma das bandas mais importantes do rock brasileiro e chega a Belo Horizonte para duas noites no Arena Hall, nos dias 26 e 27 de setembro.

A procura pelo primeiro espetáculo foi tanta que os ingressos para o dia 26 se esgotaram e uma segunda apresentação foi anunciada. Para quem viveu a efervescência do rock brasileiro nos anos 1980 e para quem descobriu suas canções muito depois, o encontro promete uma noite de música, memória e, sobretudo, de reencontro com uma obra que nunca deixou de fazer parte da trilha sonora do país.

No palco estarão Frejat, na guitarra e voz; Guto Goffi, na bateria; Mauricio Barros, nos teclados; e Dé Palmeira, no baixo. O quarteto terá ainda a companhia especial do guitarrista Fernando Magalhães, que integrou o Barão Vermelho a partir de 1985.

O encontro que ajudou a mudar o rock brasileiro

Quando o jornalista e produtor Ezequiel Neves ouviu a primeira fita do Barão Vermelho, percebeu imediatamente que havia algo diferente ali. A banda trazia uma combinação pouco comportada de rock, blues e música brasileira, com uma atitude que ajudaria a construir a identidade do chamado BRock.

A formação nasceu justamente desse encontro de referências. Dé Palmeira carregava influências da música brasileira e dos Novos Baianos; Frejat transitava pelo blues; Mauricio Barros e Guto Goffi chegavam com a força do rock. E, pouco depois, a entrada de Cazuza completaria aquela mistura com uma personalidade artística que se tornaria inesquecível.

O resultado foi uma banda que cantava em português, falava de amor, desejo, liberdade, política, excessos e contradições sem perder a urgência do rock. “Bete Balanço”, “Pro Dia Nascer Feliz”, “Maior Abandonado”, “Por Você”, “Puro Êxtase” e “Codinome Beija-Flor” são apenas alguns dos hinos que nasceram dessa trajetória.

Entre eles está também “Todo Amor Que Houver Nessa Vida”, parceria de Cazuza e Frejat que ganhou projeção ainda nos primeiros anos do grupo e ajudou a colocar o Barão no radar de um público cada vez maior.

Cazuza estará no palco — pela música

Cazuza não estará fisicamente no palco, mas sua presença atravessa todo o espetáculo. Suas letras e parcerias permanecem incorporadas ao repertório e à própria identidade do Barão Vermelho.

Para os integrantes, o reencontro também tem uma dimensão afetiva. Mauricio Barros lembra os primeiros ensaios realizados ainda na sala de sua casa, antes mesmo da chegada de Cazuza. Guto Goffi, que há 44 anos integra o Barão, fala sobre as lembranças daquele início e sobre a emoção de voltar a dividir o palco com Frejat e Dé.

É justamente aí que o projeto ganha uma dimensão que vai além da nostalgia. Não se trata simplesmente de reproduzir o passado, mas de reencontrar no presente uma banda que ajudou a escrever uma página importante da música brasileira.

Frejat, que também celebra 44 anos de carreira, resume a importância desse momento ao reconhecer que não poderia marcar sua trajetória sem voltar às origens. Afinal, antes de todos os outros capítulos, houve o Barão.

Um espetáculo para cantar junto

A turnê faz parte da label “Encontro”, criada pela produtora 30e e inaugurada com o projeto Titãs Encontro, que reuniu integrantes históricos da banda em uma turnê de grande repercussão.

A proposta aposta também em uma experiência visual à altura da história dos artistas, com telões, cenografia e iluminação pensados para transportar o público para o universo de cada banda.

No caso do Barão, a expectativa é de um repertório que percorra diferentes momentos da carreira e reúna músicas que continuam sendo cantadas por públicos de idades muito diferentes.

E talvez esse seja um dos grandes trunfos do encontro: há quem tenha acompanhado o Barão desde os primeiros discos e quem tenha chegado às suas canções décadas depois, mas os dois públicos sabem cantar juntos.

Depois de passar por outras cidades brasileiras, a turnê chega a Belo Horizonte em um momento de alta procura. A segunda data, no domingo, 27 de setembro, amplia a oportunidade para quem não conseguiu ingresso para o primeiro espetáculo.

Mais do que revisitar uma época, Barão Vermelho Encontro celebra aquilo que sobrevive ao tempo: boas músicas, grandes histórias e uma banda que continua encontrando espaço na vida de quem ama rock brasileiro.

Serviço

Barão Vermelho Encontro – Belo Horizonte
Datas: 26 de setembro de 2026 (sábado) e 27 de setembro de 2026 (domingo)
Local: Arena Hall
Endereço: Av. Nossa Senhora do Carmo, 230 – Savassi, Belo Horizonte/MG
Realização: 30e
Apresentação: Itaú Live

Ingressos:
Cadeira Prata: a partir de R$ 127,50 (meia-entrada), R$ 140,25 (entrada social) e R$ 255 (inteira)
Cadeira Ouro: a partir de R$ 157,50 (meia-entrada), R$ 173,25 (entrada social) e R$ 315 (inteira)
Front Stage Pista: a partir de R$ 197,50 (meia-entrada), R$ 217,25 (entrada social) e R$ 395 (inteira)

Vendas online: Eventim – Barão Vermelho Encontro

Bilheteria oficial: Loja Eventim BH – Shopping 5ª Avenida
Rua Alagoas, 1314 – Savassi – Belo Horizonte

Classificação etária: crianças e adolescentes de 5 a 15 anos acompanhados dos pais ou responsáveis; de 16 a 17 anos, desacompanhados dos pais ou responsáveis legais.

Há encontros que o tempo não consegue apagar. Quando Frejat, Guto, Mauricio e Dé voltam a dividir o mesmo palco, não é apenas o Barão Vermelho que retorna: volta também uma parte da história do rock brasileiro, das canções que aprendemos a cantar e das memórias que elas carregam. Em Belo Horizonte, duas noites serão dedicadas a esse reencontro — daqueles que fazem a gente perceber que algumas músicas não ficam no passado. Elas continuam vivas, esperando apenas que a gente cante junto.