Um dos maiores encontros literários do país presta homenagem à Maria Antonieta Cunha, destaca a riqueza da língua portuguesa e recebe nomes de Moçambique, Irã e Chile em programação gratuita na Funarte e em espaços descentralizados.
Belo Horizonte se prepara para receber a 6ª edição do FLI BH – Festival Literário Internacional, um evento que, de 22 a 26 de outubro, transformará a Funarte MG em um caldeirão de ideias, palavras e culturas. Com o tema “Da minha língua eu vejo o mundo”, o festival reafirma seu compromisso com a diversidade da criação e da produção editorial, com uma programação intensa e totalmente gratuita.
Realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, o FLI BH 2025 presta uma homenagem especial a Maria Antonieta Cunha, editora, educadora e escritora mineira, fundadora da Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de BH e membro da Academia Mineira de Letras, pioneira na literatura infantojuvenil no Brasil.
O Poder da Língua e a Projeção Global
O tema central desta edição celebra o conjunto de variedades linguísticas do país como um patrimônio coletivo, promovendo a literatura e a palavra como lugares de encontro, diálogo e identidade.
A Secretária Municipal de Cultura, Eliane Parreiras, ressalta a importância do evento como política pública: “Há 10 anos de sua primeira edição, o festival dá continuidade ao propósito de ser gratuito, diverso e acessível a todas as pessoas, se afirmando como política pública e confirmando mais uma vez a tradição literária de Belo Horizonte e de Minas, na cena nacional”.

O caráter internacional do festival se destaca com a presença de convidados como a autora e ilustradora Fereshteh Najafi (Irã) e o poeta Lino Eustáquio (Moçambique), evidenciando a língua portuguesa como ponte para o mundo.
Parceria com o Chile e Destaques Nacionais
Neste ano, o FLI BH estabelece uma parceria inédita com a MOLLA – Mostra do Livro Latino-Americano, que estreia na capital mineira homenageando o Chile na figura da poeta Gabriela Mistral.
Um dos pontos altos dessa parceria é a mesa de debate sobre o ensaísmo da escritora chilena Lina Meruane, que discute exílio, poder e o genocídio em Gaza, partilhando o palco com Maíra Nassif e Mariana Sanchez.

Entre os nomes nacionais de peso, o festival celebra o 90º aniversário da poeta mineira Adélia Prado com um sarau-celebração. O premiado poeta e artista visual Ricardo Aleixo (MG) fará a conferência de encerramento, “A cidade como trama de letras, imagens e sons”.
Olhar para a Infância e Formação de Leitores
Em consonância com a homenagem a Antonieta Cunha, o festival dedica grande parte da programação à primeira infância, com espetáculos, oficinas e debates sobre os direitos de ser criança e o papel da literatura para os bebês e os muito pequenos.

A ilustradora convidada do ano, Aline Abreu (SP), agraciada com o Prêmio João-de-Barro em 2016, participa da mesa “Literatura infantil – modos de escrever e ilustrar”, junto a outros vencedores de prêmios de renome, como Nelson Cruz e Rubem Filho. A ocasião também celebra os 50 anos do Prêmio João-de-Barro, a mais antiga premiação brasileira dedicada à literatura infantojuvenil.
Outra parceria fundamental é o VI Fórum de Bibliotecas Escolares, que debaterá o papel da biblioteca como espaço de formação integral e estímulo à pesquisa, com a participação de Nilma Lacerda (RJ) e Ricardo Azevedo (SP).
Com mais de 12 oficinas para todas as idades, performances de ilustração e uma feira de livros com cerca de 30 editoras (brasileiras e latino-americanas), o FLI BH 2025 é um convite imperdível para celebrar a palavra em suas múltiplas formas.
Serviço: 6º FLI BH – Festival Literário Internacional de Belo Horizonte
- Tema: “Da minha língua eu vejo o mundo”
- Período Principal: De 22 a 26 de outubro
- Local Principal: Funarte MG
- Outros Locais: Centros Culturais, Cine Santa Tereza e Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de BH (com atividades descentralizadas)
- Entrada: Gratuita em toda a programação.
- Programação completa: www.portalbelohorizonte.com.br/fli












































