No próximo dia 11 de novembro, o Teatro do Centro Cultural Unimed-BH Minas recebe três grandes damas da música brasileira em um encontro histórico: Alaíde Costa, Eliana Pittman e Rosa Marya Colin sobem ao palco com o espetáculo “Pérolas Negras”, um tributo emocionante à contribuição do povo negro para a música e a cultura nacional.
O show, inédito em Belo Horizonte, é uma celebração da arte, da ancestralidade e da resistência, unindo gerações e estilos em uma apresentação arrebatadora. Com mais de trinta exibições pelo Brasil, “Pérolas Negras” chega à capital mineira em um momento simbólico: o mês da Consciência Negra, reforçando a importância de reconhecer, valorizar e reverenciar a herança musical afro-brasileira.
Três vozes eternas da música brasileira
Com carreiras marcadas por autenticidade e talento, Alaíde Costa (89), Eliana Pittman (80) e Rosa Marya Colin (80) são verdadeiros ícones da canção brasileira. Cada uma, com sua trajetória singular, ajudou a moldar os caminhos da nossa música — da bossa nova ao samba, do jazz ao soul.

Alaíde Costa, que completa 90 anos em dezembro, é um símbolo de resistência e elegância. Dona de uma voz marcante e interpretação refinada, construiu uma carreira sólida ao lado de nomes como Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Geraldo Vandré e Johnny Alf, e hoje emociona ao se reinventar em parcerias com artistas contemporâneos como Emicida e Nando Reis.
Alaíde Costa – Crédito: Murilo Alvesso

Rosa Marya Colin — a voz grave e aveludada que embalou gerações — é uma diva do jazz brasileiro. Dos tempos do Beco das Garrafas à consagração nacional com sua versão de California Dreamin’, Rosa Marya é sinônimo de sofisticação e força artística. Com 60 anos de carreira, a cantora segue encantando com sua autenticidade e musicalidade impecável.
Rosa Marya Colin – Créidto: Armando Paiva

Eliana Pittman, por sua vez, é sinônimo de energia e sofisticação. Filha artística do lendário saxofonista Booker Pittman, foi a primeira mulher a gravar um samba-enredo e já se apresentou em 75 países. Sua presença de palco, vigor e suingue continuam encantando plateias, e seu álbum mais recente, Nem lágrima nem dor, reafirma sua potência interpretativa.
Eliana Pittman – Crédito: Murilo Alvesso
Uma homenagem à alma musical do Brasil
Com direção musical de Jaon Barros e direção artística de Thiago Marques Luiz, “Pérolas Negras” propõe uma viagem sonora pelas vozes, melodias e histórias que compõem a identidade musical negra no Brasil.

O repertório é um verdadeiro tesouro: passeia por clássicos de Cartola, Dona Ivone Lara, Milton Nascimento, Tim Maia, Candeia, Djavan, Gilberto Gil, Jorge Ben, Paulinho da Viola, Luiz Melodia, Ataulfo Alves, entre tantos outros. Entre as canções que prometem emocionar, estão Eu e a Brisa, Travessia, Alguém me avisou, A voz do morro, Azul da cor do mar e Oceano.
Mais que um espetáculo, “Pérolas Negras” é uma celebração da vida, da arte e da resistência — uma homenagem àquelas e àqueles que, com talento e coragem, abriram caminhos e iluminaram a música brasileira com sua voz e sua ancestralidade.
Serviço
Show: Pérolas Negras – Alaíde Costa, Eliana Pittman e Rosa Marya Colin
Data: 11 de novembro (terça-feira), às 20h
Local: Teatro do Centro Cultural Unimed-BH Minas – Rua da Bahia, 2244 – Lourdes
Ingressos: R$ 40,00 (inteira) | R$ 20,00 (meia)
Vendas: nas bilheterias do teatro e em sympla.com.br
Classificação: Livre
Minas Um Luxo celebra este encontro de vozes, histórias e sentimentos que fazem da música brasileira uma das mais ricas expressões culturais do mundo.
“Pérolas Negras” é mais que um show — é uma herança viva da nossa alma sonora.
Capa: Pérolas Negras – Crédito: Cido Marques












































