Com interpretação em Libras, a peça da Mocada Artística une teatro popular, música e reflexão ambiental, além de oferecer formação gratuita para educadores.
Em Luzilândia, uma cidade iluminada por vagalumes, o clima saiu do eixo: as estações do ano pararam de girar, a floresta encolhe a cada dia e os pequenos insetos perdem o brilho. Partindo desse mistério, o espetáculo infantojuvenil “O Desaparecimento dos Vagalumes e a Máquina do Tempo”, da companhia Mocada Artística, cumpre temporada gratuita em três regionais de Belo Horizonte.
A circulação tem início no Teatro Raul Belém Machado, no dia 8 de outubro (quinta-feira), às 19h30. Em seguida, a montagem segue para o Centro Cultural Zilah Spósito, no dia 7 de novembro (sábado), às 11h. A itinerância se encerra nos dias 11 e 12 de novembro com apresentações na Escola Municipal Jardim Leblon. Todas as sessões contam com acessibilidade em Libras e integram o Edital Descentra 2025, viabilizado pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura da capital mineira.


Poesia, música e crítica social
Escrita e dirigida por Leon Ramos, a trama acompanha o grupo formado por Piri (a fofoqueira local), Velho Candeeiro, Mário Luz e a excêntrica Luci, que saem em busca da vagalume Luma, que desapareceu sem deixar vestígios. A investigação leva até a Máquina do Tempo, uma engenhoca do inventor Jonas Faísca que deveria controlar o clima, mas acaba se transformando em uma “Máquina da Verdade”, capaz de desmascarar os segredos da vaidosa Prefeita Mariposuda.
Para construir essa fábula operária, o coletivo combina musicalidade, humor e referências literárias e filosóficas que vão de Clarice Lispector e Adélia Prado ao filósofo francês Georges Didi-Huberman.
“Escrever e criar esse espetáculo foi um exercício de fazer um teatro que não subestima a inteligência da criança que está assistindo, mas ao mesmo tempo tem abertura pra ‘pataquada’ — e isso é uma delícia”, destaca o diretor Leon Ramos.
Com direção musical de Rafael Goulart, o repertório resgata ritmos tradicionais do maracatu de baque virado, samba de coco e bumba meu boi, combinando composições autorais a canções de mestres da cultura popular, como Mestre Ambrósio, Mestre Luiz Paixão e Siba.
Arte e Educação Ambiental
A programação também contempla a formação docente “Diálogos da Arte com Educação Ambiental”, ministrada no dia 11 de novembro para os professores da Escola Municipal Jardim Leblon. A oficina propõe o uso da arte e da cultura popular como ferramentas pedagógicas dinâmicas para debater as mudanças climáticas na educação básica.
A relação com a sala de aula é reflexo direto da trajetória dos integrantes do grupo, formados pelo Centro de Formação Artística e Tecnológica (CEFART) da Fundação Clóvis Salgado. O músico e ator Rafael Goulart, por exemplo, é graduado em Geografia pela UFMG e leciona na rede pública de ensino desde 2019.
“Como professor de Geografia na rede estadual, vejo todos os dias como a linguagem artística consegue abrir portas que a sala de aula tradicional às vezes não abre. Levar esse espetáculo para escolas é colocar em prática algo que defendo no meu trabalho: arte e educação andando juntas”, reforça Goulart.
SERVIÇO
“O Desaparecimento dos Vagalumes e a Máquina do Tempo”
- Gênero: Teatro Infantojuvenil / Fábula Musical
- Classificação: Livre
- Entrada: Gratuita (com interpretação em Libras)
- Informações: Instagram @mocadaartistica
Programação:
- Teatro Raul Belém Machado
- Data: 8 de outubro de 2026 (quinta-feira)
- Horário: 19h30
- Endereço: Rua Leonil Prata, 53 – Alípio de Melo
- Ingressos: Retirada gratuita na bilheteria do teatro.
- Centro Cultural Zilah Spósito
- Data: 7 de novembro de 2026 (sábado)
- Horário: 11h
- Endereço: Rua Carnaúba, 286 – Zilah Spósito
- Ingressos: Entrada franca.
- Escola Municipal Jardim Leblon(Sessões exclusivas e formação docente)
- Datas: 11 e 12 de novembro de 2026
- Atividade especial: Formação “Diálogos da Arte com Educação Ambiental” (11/11).
📷 O Desaparecimento dos Vagalumes e a Máquina do Tempo – Crédito: Marcelo Sant-Anna












































