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EXPOSIÇÃO NO CENTRO DE ARTE POPULAR CELEBRA A ANCESTRALIDADE DAS BENZEDEIRAS DO VALE DO JEQUITINHONHA

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Mostra de Aline Ruas e Lori Figueiró integra a programação da 19ª Primavera dos Museus, conectando saberes ancestrais à temática “Museus e mudanças climáticas”. O Centro de Arte Popular apresenta a exposição “Guardiãs das palavras benditas – benzedeiras do Jequitinhonha”.

A exposição reúne cerca de 60 obras, entre fotografias bordadas, estandartes e aquarelas, resultado do projeto “Guardiãs das Palavras Benditas”. O trabalho é uma homenagem às benzedeiras do Vale do Jequitinhonha, mulheres que, com suas orações, saberes de cura e relação com a natureza, mantêm vivos conhecimentos ancestrais transmitidos de geração em geração. 

Atualmente, mais de 150 benzedeiras foram registradas nas regiões do alto, médio e baixo Jequitinhonha, compondo um verdadeiro patrimônio cultural imaterial. Ao integrar a 19ª Primavera dos Museus, a mostra evoca uma reflexão urgente: diante das mudanças climáticas que ameaçam territórios e modos de vida, a sabedoria das benzedeiras ensina que cuidar da terra e das pessoas é também um ato de resistência.

A palavra bendita é remédio, o futuro se fia com os fios da ancestralidade. Sobre os artistas : Lori Figueiró, natural de Diamantina, é fotógrafo e poeta com vasta obra dedicada à cultura do Vale do Jequitinhonha. Autor de livros como “Cotidianos no Sagrado do Vale”, “Mulheres do Vale Substantivo Feminino” e “Benzedeiras do Jequitinhonha” (em parceria com Aline Ruas), ocupa a cadeira 25 da Academia de Letras do Vale do Jequitinhonha.

Divulgação

Aline Gomez Ruas é bordadeira, aquarelista e benzedeira, mulher quilombola do Arraial dos Crioulos. Herdeira das práticas de sua mãe e avó, desenvolve bordados e projetos que entrelaçam arte, memória e ancestralidade. Em 2021, criou, junto a Lori Figueiró, o projeto “Guardiãs das palavras benditas”, que vem registrando e celebrando a presença das benzedeiras do Vale.

Centro de Arte Popular – O Centro de Arte Popular apresenta um amplo panorama de obras que privilegiam a riqueza e a diversidade das manifestações culturais populares, valorizando o trabalho de criadores que traduzem no barro, na madeira e em outros materiais o universo em que vivem. Sua edificação principal foi construída para uso residencial na década de 1920, e foi também a sede do antigo Hospital São Tarcísio.

No ano de 2012, a edificação foi adaptada para abrigar o CAP, onde o público pode conhecer obras de artistas de várias regiões de Minas Gerais, como o Vale do Jequitinhonha, Cachoeira do Brumado, Divinópolis, Prados, Ouro Preto, Sabará e outras, entrando em contato com elementos representativos da pluralidade da cultura mineira. O edifício possui quatro salas de exposição permanente, uma para exposições temporárias, uma sala para oficinas de arte e ainda um pátio interno.

Serviço:
Exposição “Guardiãs das palavras benditas – benzedeiras do Jequitinhonha”, de Aline Gomez Ruas e Lori Figueiró
Período de visitação: até 23/11, de 3ª a 6ª: das 12h às 18h30; Sáb., Dom., e Feriado: das 11h às 17h Local: Centro de Arte Popular – Rua Gonçalves Dias, 1.608 – Bairro Lourdes

📸 Capa: Divulgação