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HILDA FURACÃO, A ÓPERA, RETORNA A BELO HORIZONTE

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A icônica personagem de Roberto Drummond, imortalizada na literatura e na teledramaturgia, ganha nova vida nos palcos com o retorno de “Hilda Furacão, a Ópera” a Belo Horizonte. A aclamada montagem da Orquestra Ouro Preto se apresenta no Palácio das Artes nos dias 18 e 19 de setembro, às 20h, com ingressos a preços populares, atendendo aos pedidos do público após duas sessões com lotação máxima em 2024.

Patrocinado pela Petrobras, que apoia a cultura há mais de quatro décadas, o espetáculo já passou por São Paulo e, depois de Minas, segue em turnê por Rio de Janeiro, Curitiba e Boa Vista. Com música original do renomado compositor Tim Rescala e direção de cena de Julliano Mendes, a ópera é regida pelo maestro Rodrigo Toffolo.

Um Confronto entre Desejo e Dever

O libreto em português de “Hilda Furacão” mergulha nos dilemas éticos, sociais e religiosos da época retratada no romance. A trama, ambientada na capital mineira, narra a jornada de Hilda, uma jovem rebelde que, ao romper com as expectativas de sua vida de prestígio, busca refúgio na zona boêmia de Belo Horizonte. Sua história se cruza com a de Frei Malthus, um religioso com a missão de “salvar” os habitantes da região. Esse encontro explosivo desencadeia uma série de conflitos que opõem desejo e dever, liberdade e moralidade.

Hilda Furacão, a ópera – Crédito: Rapha Garcia

O espetáculo conta com um elenco de peso. A protagonista é interpretada pela mezzo-soprano Carla Rizzi, enquanto o tenor Jabez Lima dá vida a Frei Malthus. O elenco se completa com grandes nomes como Marília Vargas, Marcelo Coutinho, Johnny França e Fernando Portari, que atua como narrador e representa o próprio autor, Roberto Drummond. A montagem também ganha força com um coro de 16 vozes.

A produção artística é um show à parte, com a direção de arte de Luiz Abreu, figurinos de Paula Gascon e visagismo de Tiça Camargo. A cenografia de Carol Gomes e a engenharia de som de Bruno Corrêa garantem que a época da história ganhe vida de forma impactante.

Hilda Furacão, a ópera – Crédito: Rapha Garcia

Segundo o compositor Tim Rescala, “Hilda tem todos os elementos para se tornar uma ópera: uma trama instigante e trágica, personagens fortes e uma grande carga emocional”. O maestro Rodrigo Toffolo complementa, afirmando que a personagem é “perfeita para esse ciclo de óperas brasileiras que a Orquestra Ouro Preto vem desenvolvendo”. Com essa montagem, a Orquestra reafirma seu compromisso em criar um repertório operístico brasileiro, acessível e conectado com a identidade nacional.

Serviço: Hilda Furacão, a Ópera

  • Quando: 18 e 19 de setembro de 2025, às 20h
  • Onde: Palácio das Artes (Av. Afonso Pena, 1537, Belo Horizonte/MG)
  • Ingressos: Disponíveis na bilheteria do teatro e no site Eventim – preços entre R$20,00 e R$50,00.
  • Classificação: 12 anos

Capa: Hilda Furacão, a ópera – Crédito: Rapha Garcia