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MEMÓRIA E ÁGUAS – GOVERNO DE MINAS OFICIALIZA TOMBAMENTO DO CONJUNTO HIDROTERMAL DE POÇOS DE CALDAS

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Em um movimento que une história, arquitetura e vocação turística, o Governo de Minas Gerais aprovou, nesta sexta-feira (10), o tombamento do Conjunto Urbano Hidrotermal e Hoteleiro de Poços de Caldas como patrimônio cultural material do Estado. A decisão histórica foi selada durante a 1ª Reunião Ordinária de 2026 do Conselho Estadual do Patrimônio Cultural (CONEP).

O anúncio ocorreu em um cenário simbólico: a cidade do Sul de Minas sedia nesta semana a capital mineira por meio do programa Governo Presente, reforçando a descentralização da gestão estadual.

Um Urbanismo Moldado pelas Águas

Diferente de muitas cidades que cresceram de forma orgânica ou comercial, Poços de Caldas nasceu com um propósito específico: o termalismo. O dossiê técnico do Iepha-MG aponta que, desde a abertura dos primeiros poços em 1826, o desenho urbano foi planejado para integrar saúde e lazer.

Para o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira, o tombamento faz justiça à singularidade mineira:

“Poços de Caldas é um caso singular no Brasil: uma cidade que se estruturou a partir de um complexo onde arquitetura e paisagem nasceram de forma integrada. Ao proteger esse conjunto, preservamos uma forma de organização do território que é referência histórica de turismo e saúde.”

O que compõe o Patrimônio Tombado?

A proteção estadual não se limita a prédios isolados, mas abrange o conceito de paisagem cultural, incluindo a fase de ouro da expansão urbana entre as décadas de 1930 e 1940. Confira os principais marcos agora protegidos:

  • Edificações Monumentais: Palace Hotel, Palace Cassino e as Thermas Antônio Carlos.
  • Espaços Públicos: Parque José Affonso Junqueira e Praça Pedro Sanches.
  • Elementos Paisagísticos: Fontes, coretos, monumentos, trechos de ribeirões urbanos e áreas de entorno.
Benefícios do TombamentoImpacto para a Cidade
Proteção LegalImpede descaracterizações arquitetônicas no núcleo histórico.
Fomento ao TurismoConsolida a marca de “Cidade Termal” no roteiro internacional.
RecursosFacilita o acesso a mecanismos de financiamento para preservação.

Patrimônio como Vetor de Futuro

Longe de ser uma medida que “congela” a cidade, o tombamento é visto como uma estratégia de desenvolvimento sustentável. O presidente do Iepha-MG, Paulo Roberto do Nascimento Meireles, destaca que a medida garante que a vocação terapêutica da cidade permaneça viva.

“Cidades como Poços se afirmam como verdadeiros boulevards de bem-estar. O tombamento consolida a importância do patrimônio como base para o futuro, garantindo que a memória e a cultura permaneçam acessíveis para as próximas gerações”, conclui Meireles.

Com a decisão, o Conjunto Hidrotermal e Hoteleiro passa a contar com diretrizes rígidas de preservação, assegurando que o brilho da “Belle Époque” mineira continue a atrair visitantes e a orgulhar a população local.

📸 Capa: Crédito: Jean Rodrigues