O início do período chuvoso no Vale do Jequitinhonha marca também o começo de um novo e promissor ciclo para a agricultura familiar da região. A Aperam BioEnergia deu a largada na safra 2025/2026 do programa Raízes do Vale, que este ano traz uma inovação fundamental para a saúde pública local: o cultivo de variedades biofortificadas de batata-doce, ricas em vitamina A.
O programa, que utiliza o regime de comodato para ceder terras da empresa aos moradores, alcança nesta edição 24 comunidades e cerca de 260 famílias. Ao todo, são 120 hectares destinados ao plantio consorciado com o eucalipto renovável.
Superalimentos Contra a Deficiência Nutricional
A grande novidade deste ciclo é a introdução das cultivares Maria Eduarda, Maria Isabel e Maria Rita. Desenvolvidas em uma parceria entre a Aperam, a Fundação Aperam Acesita e a Unesp, essas variedades de batata-doce possuem até 20 vezes mais betacaroteno (precursor da vitamina A) do que a cenoura comum.
A iniciativa ataca um problema histórico: segundo o Ministério da Saúde, o Vale do Jequitinhonha apresenta índices elevados de deficiência de vitamina A, o que prejudica o desenvolvimento infantil.
Números e Impacto do Programa Raízes do Vale
O programa vai além da batata-doce, fornecendo insumos e apoio técnico para diversas culturas tradicionais.
| Recurso / Resultado | Detalhes da Safra 2025/2026 |
| Famílias Beneficiadas | ~ 260 famílias |
| Área Total de Plantio | 120 hectares |
| Sementes de Milho | 800 kg distribuídos |
| Sementes de Feijão | 900 kg distribuídos |
| Outras Culturas | Mandioca, amendoim, melancia, abóbora, quiabo e andu |
Na safra anterior (2024/2025), o programa já havia demonstrado sua força, colhendo mais de 25 toneladas de alimentos, incluindo 17 toneladas de mandioca e cerca de 4,7 tonela das de feijão.

“A proposta foi desenvolver um alimento naturalmente rico em vitamina A, capaz de suprir a necessidade nutricional e, ao mesmo tempo, fazer parte da alimentação cotidiana do brasileiro.” — Pablo Forlan Vargas, professor da Unesp.
Fortalecimento da Comunidade e Renda
Na comunidade de Ribeirão dos Santos Acima, em Minas Novas, a expectativa é alta. Tradicionalmente produtores de mandioca, os agricultores agora veem na batata-doce uma chance de diversificação.
“A parceria com a Aperam tem ampliado nossa produção e fortalecido a renda das famílias. Agora, com a batata-doce, esperamos diversificar ainda mais e melhorar a qualidade da alimentação”, afirma Maurílio Alves da Silva, produtor rural local.

Além do acesso à terra, a Aperam BioEnergia oferece:
- Apoio técnico e agronômico permanente.
- Preparo do solo e fornecimento de insumos.
- Treinamentos de segurança no trabalho e educação ambiental.
- Distribuição de EPIs para garantir um manejo seguro.
Para Tony Terra Beraldo, gerente de Responsabilidade Social da Aperam BioEnergia, o modelo integra floresta, agricultura e comunidade de forma sustentável. O objetivo é expandir a batata-doce biofortificada para todas as comunidades atendidas já na próxima temporada.
Capa: Raizes do Vale alcança 24 comunidades e cerca de300-familias do Vale do Jequitinhonha – Divulgação












































