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O AMOR QUE ATRAVESSA O TEMPO E A HISTÓRIA DO BRASIL

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Em “O canto do amor eterno”, Proença narra a saga de um casal destinado a se reencontrar em diferentes vidas, em meio a transformações profundas do país e do mundo

Imagine um amor tão intenso que nem a morte é capaz de separar. Em O canto do amor eterno, romance de fôlego assinado por Proença e publicado pela Editora Labrador, o leitor é convidado a acompanhar a jornada de Elka e Mateus, duas almas que se encontram — e desencontram — ao longo de diferentes encarnações, atravessando mais de um século da história brasileira e mundial.

A narrativa começa no fim da República Velha, entre tensões políticas e revoltas sociais, e acompanha o casal em diversos períodos marcantes do Brasil — da Coluna Prestes ao regime militar, da redemocratização até os conflitos ideológicos da atualidade. O mundo ao redor também pulsa com os ecos da Primeira e Segunda Guerras, do nazismo, da Guerra Fria. No centro de tudo, estão eles: Elka e Mateus, Isabel e Paulo, Giulia e Jô. Múltiplas identidades para um mesmo amor.

Com sensibilidade e ousadia narrativa, Proença costura os destinos desses personagens em diferentes tempos, espaços e classes sociais. Em uma das encarnações, Isabel nasce em uma maternidade paulistana, filha de uma família tradicional. Jô, ao contrário, chega ao mundo sem parteira, às margens do Rio Miranda, em pleno Mato Grosso do Sul. A partir daí, as trajetórias seguem rumos distintos — até se cruzarem novamente.

“A garotinha de descendência espanhola recebeu o nome de Isabel, nome de rainha. A mãe do moleque queria chamá-lo de Jó, nome de sofrimento, mas o cartório trocou o grave pelo circunflexo e o nome registrado foi Jô.” (O canto do amor eterno, p. 255)

A cada reencontro, fragmentos do passado reaparecem em sonhos, pressentimentos e reconhecimentos sutis. O que não muda é o fio condutor da obra: o amor em sua forma mais visceral, que resiste ao tempo, à dor, às perdas e aos abismos sociais.

Com 560 páginas, o livro transita entre romance histórico, drama psicológico e reflexão filosófica. Entre os capítulos, o autor intercala diários, entradas poéticas e trechos de um livro ficcional dentro da própria narrativa — O Narrador Caruara — com fábulas e alegorias que ampliam o universo do enredo. A obra também reverencia a literatura brasileira, com destaque para citações e influências de Manoel de Barros, mestre das palavras nascido no mesmo chão que o autor: o Mato Grosso do Sul.

José Proença é economista e ex-diretor de uma das maiores instituições financeiras do país. Aposentado, passou a se dedicar integralmente à escrita. Autor de cinco livros — entre romances, contos e literatura infantil —, reside atualmente em São Paulo. Em O canto do amor eterno, seu romance mais recente, une sua vivência profissional e sua paixão pela literatura para contar uma história que emociona, provoca e convida à reflexão sobre o que, de fato, atravessa gerações: o amor, a dor e a capacidade de renascer.

FICHA TÉCNICA
O canto do amor eterno
Autor: José Proença
Editora: Labrador
Páginas: 560
Preço: R$ 73,51 (físico) | R$ 34,91 (e-book)
Onde comprar: Amazon
Instagram: @proencaescritor
Facebook: Letras Inteligentes / Jose Proença