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O Cinema que Desperta Mundos: Festival NAVI Leva Narrativas Audiovisuais Gratuitas às Infâncias de Belo Horizonte

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Ampliar repertórios, descentralizar o acesso à cultura e transformar a experiência de assistir a filmes em um momento de encontro coletivo. É com essa premissa inspiradora que Belo Horizonte se prepara para receber a primeira edição do Festival NAVI – Narrativas Audiovisuais para Infâncias, que acontece de 6 a 15 de novembro de 2026.

Idealizado pelo renomado Grupo Girino — produtora multimídia com duas décadas de trajetória na animação e nas narrativas infantojuvenis —, o festival chega viabilizado por recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte, através do Edital BH nas Telas 2024. Com programação totalmente gratuita, o evento reúne 35 filmes, exibições presenciais em centros culturais descentralizados e oficinas educativas práticas.

Descentralização e Encontro: O Cinema Ocupa os Territórios

Em um cenário onde o consumo de telas por crianças e adolescentes ocorre, muitas vezes, de forma individualizada e ditada por algoritmos, o NAVI aposta na força da experiência coletiva e na ocupação democrática de espaços públicos.

A programação presencial escapa dos circuitos comerciais tradicionais e circula por diferentes regiões da capital mineira, contemplando polos como:

  • Centro Cultural São Bernardo (Região Norte)
  • Cine Humberto Mauro (Palácio das Artes – Centro)
  • Centro Cultural Salgado Filho e Centro Cultural Pampulha (Região da Pampulha)
  • Centro Cultural Vila Santa Rita (Barreiro)
  • Centro Cultural Venda Nova
  • Centro Cultural São Geraldo (Leste)

Além das sessões presenciais, a curadoria completa com os 35 filmes estará disponível on-line no canal oficial do festival no YouTube durante os dez dias do evento, garantindo alcance irrestrito.

Rua 27 – Crédito: Navi – Divulgação

Curadoria: A Multiplicidade das Infâncias na Tela

Assinada por Layla Bráz, Sávio Leite e Tiago Almeida, a seleção de obras prioriza a pluralidade de técnicas, estéticas e temáticas, explorando narrativas que dialogam com convivência, identidade, meio ambiente e realidades sociais.

Entre os destaques da mostra estão:

  • O Jardim Mágico: Uma delicada animação que aborda amizade, generosidade e preservação ambiental.
  • Não é sobre pastéis: Produção mineira ambientada no cotidiano escolar que utiliza a venda de lanches na cantina para discutir, de forma sensível e metafórica, desigualdades estruturais, privilégios e inclusão.

Teo, o Menino Azul – Crédito: Navi – Divulgação

Formação e Oficinas Práticas

O festival também se consolida como um importante espaço de capacitação e experimentação pedagógica através de oficinas gratuitas:

  1. Cinema de Papel: Voltada para maiores de 15 anos, acontece no dia 14 de novembro, das 13h às 17h, no Centro Cultural São Geraldo, ensinando técnicas de recorte, desenho e animação quadro a quadro. As inscrições seguem abertas até o dia 11 de novembro.
  2. Brincando de Animação (Brinquedos Ópticos): Destinada aos pequenos, introduz os princípios históricos do cinema com a construção de taumatrópios e zootrópios.
  3. Cinema na Educação: Capacitação direcionada a educadores e mediadores sobre o uso do audiovisual como ferramenta pedagógica no ambiente escolar.

O Melhor Som do Mundo – Crédito: Navi -Divulgação

Serviço

📷 Capa – Tardes no Escarafuncha – Crédito: Navi – Divulgação