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SETOR DE EVENTOS ALCANÇA PATAMAR HISTÓRICO E LIDERA GERAÇÃO DE EMPREGOS EM 2026

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O setor de eventos, cultura e entretenimento consolidou-se definitivamente como um dos motores mais potentes da economia brasileira neste início de 2026. Segundo o mais recente Radar Econômico da ABRAPE (Associação Brasileira dos Promotores de Eventos), o primeiro bimestre do ano registrou um consumo de R$ 25,33 bilhões — o maior valor da série histórica iniciada em 2019.

Os dados, compilados a partir de órgãos como IBGE, Receita Federal e Ministério do Trabalho, mostram que a busca dos brasileiros por experiências, lazer e recreação não apenas sobreviveu aos desafios dos últimos anos, mas atingiu um nível de maturidade e faturamento inéditos.

Explosão no Mercado de Trabalho

O destaque mais impressionante do relatório reside no mercado de trabalho formal. O chamado core business do setor (que engloba a organização direta de eventos e espetáculos) apresentou um crescimento de 84,5% no estoque de empregos em comparação ao período pré-pandemia.

Em números absolutos, o setor saltou de 111 mil vínculos em 2019 para mais de 205 mil postos formais em fevereiro de 2026. Se comparado a outros gigantes da economia, o desempenho é isolado: enquanto eventos cresceram 84,5%, setores tradicionais como a construção civil e a indústria geral cresceram 44,5% e 17,7%, respectivamente.

“Os números mostram que o setor de eventos não apenas se recuperou, mas atingiu um novo patamar estrutural”, afirma Doreni Caramori Júnior, presidente da ABRAPE.

Organização de Eventos: O Grande Destaque

Dentro das diversas atividades que compõem o segmento, a organização de eventos foi a que mais brilhou, com uma expansão meteórica de 149,1% no número de carteiras assinadas desde 2019. Outras áreas que acompanham o ritmo de alta incluem:

  • Patrimônio cultural e ambiental: +64,5%
  • Artes e espetáculos: +58%
  • Eventos esportivos: +52%

O “Hub” que Movimenta o Brasil

O impacto vai muito além dos palcos e centros de convenções. O chamado “hub setorial” — que abrange turismo, hotelaria, alimentação, infraestrutura e publicidade — também bateu recordes. O estoque de empregos desse ecossistema passou de 3,45 milhões para 4,27 milhões de vínculos.

Segmentos como Publicidade e Propaganda (alta de 95,9%) e Infraestrutura (montagem de palcos e estandes, com 84,3%) mostram como a engrenagem dos eventos impulsiona uma cadeia produtiva vasta, gerando renda para milhões de famílias e garantindo a movimentação econômica em todas as regiões do país.

Para a ABRAPE, esses resultados reforçam a necessidade de segurança jurídica e políticas de incentivo contínuas, como o PERSE, que permitiram que o setor se transformasse de um dos mais afetados pela crise sanitária no maior vetor de crescimento proporcional do mercado de trabalho atual.

Capa: Divulgação