Com alta de 4,6% no PIB e quase o dobro de empregos formais em relação a 2019, segmento liderado pela ABRAPE mostra força e consolida papel estratégico no desenvolvimento econômico do Brasil
O setor de eventos de cultura e entretenimento vive um momento de protagonismo na economia brasileira. Segundo o mais recente Radar Econômico da Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (ABRAPE), o segmento avança de forma acelerada, superando índices da média nacional e batendo recordes históricos em geração de empregos e volume de consumo.
De acordo com dados do IBGE e do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o Produto Interno Bruto (PIB) da categoria “Outras Atividades de Serviços” – onde se insere o setor de eventos – cresceu 4,6% no acumulado de quatro trimestres até o primeiro trimestre de 2025. O resultado é superior à média nacional de crescimento do PIB, que ficou em 3,5% no mesmo período, destacando o setor como um dos mais dinâmicos da economia brasileira.
Esse desempenho expressivo também se reflete no mercado de trabalho. O estoque de empregos formais no core business do setor chegou a 331.987 postos de trabalho em maio deste ano, representando um salto de 74,6% em relação a 2019, quando havia 190.171 empregos formais. Para efeito de comparação, a média nacional de crescimento do emprego formal foi de 21,9% no mesmo intervalo.
Um dos grandes destaques é a categoria “Atividades de organização de eventos”, que mais que dobrou de tamanho desde 2019. O número de trabalhadores formais saltou de 47.262 para 109.025 em maio de 2025 — uma expansão de 130,7%, revelando o vigor de um setor que abrange desde produção cultural e artística até eventos esportivos e de lazer.
Consumo em alta e cadeia produtiva aquecida
O boletim da ABRAPE também traz dados atualizados sobre o consumo no setor. Em maio, a estimativa de consumo foi de R$ 11,6 bilhões. De janeiro a maio de 2025, o acumulado atingiu R$ 57,8 bilhões, o maior volume já registrado para o período desde o início da série histórica em 2019. O crescimento é de 3,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, consolidando a retomada vigorosa pós-pandemia.
Boa parte dessa recuperação está atrelada ao Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (PERSE), criado durante a pandemia com articulação direta da ABRAPE. Para Doreni Caramori Júnior, presidente da entidade, o programa foi decisivo:
“A geração de empregos e o crescimento acima da média são provas concretas de que políticas públicas como o PERSE não apenas funcionaram, mas foram decisivas para transformar um momento de crise em oportunidade. Agora, estamos diante de um setor mais forte, mais estruturado e com enorme potencial de expansão.”
Representatividade e legado

Criada em 1992, a ABRAPE conta com mais de 850 associados em todos os estados do país, representando uma fatia significativa do PIB nacional dedicado ao entretenimento e à cultura. A associação foi peça-chave na articulação de políticas públicas como o PERSE, considerado o maior programa de transação fiscal da história do Brasil, sendo o principal mecanismo de desoneração desde a criação do Simples Nacional.
O Radar Econômico da ABRAPE é elaborado a partir de dados oficiais do IBGE, do MTE e da Receita Federal, com metodologia própria desenvolvida por economistas especializados no setor.
Com base nos números mais recentes, o setor de eventos mostra que não apenas resistiu à maior crise de sua história, mas saiu dela fortalecido — e hoje é um dos grandes motores da economia criativa brasileira.
Capa: FCDL MINAS GERAIS












































