Com curadoria e idealização de Daniel Rodrigues, o festival reúne grandes nomes da música do Brasil, Angola, Guiné-Bissau e Moçambique nos dias 28 e 29 de novembro, integrando a programação do Mês da Consciência Negra.
Belo Horizonte recebe nos dias 28 e 29 de novembro de 2026 a primeira edição mineira do Fest in Brasil–África. Realizado no Grande Teatro do Sesc Palladium, o evento consolida-se como um importante circuito de intercâmbio artístico entre países da lusofonia, celebrando a riqueza cultural, as matrizes afro-brasileiras e as identidades sonoras que unem o Brasil a nações africanas de língua portuguesa.
Idealizado e dirigido por Daniel Rodrigues — produtor histórico com passagens pela gestão de carreiras como a de Gilberto Gil e criador do Fest in Bahia, do Brazilian Day London e da Noite Brasileira no Montreux Jazz Festival —, o festival propõe uma imersão profunda em arranjos, ritmos e fusões contemporâneas.
“O festival surge como um espaço de celebração e reconhecimento das heranças comuns e das singularidades que compõem o universo lusófono, reafirmando a música como uma ponte viva entre povos”, destaca a organização.
Programação e Line-up
Sábado – 28 de novembro (A partir das 19h30)
- 19h30 | Marcos Sacramento & Zé Paulo Becker celebram 60 anos dos Afro-sambas
- A voz versátil de Marcos Sacramento e o violão premiado de Zé Paulo Becker revisitam na íntegra a obra-prima de Baden Powell e Vinicius de Moraes. O show celebra as seis décadas do icônico álbum lançado em 1966, trazendo clássicos como Canto de Ossanha, Canto de Xangô e Berimbau.
- 20h30 | Maurício Tizumba
- Um dos maiores expoentes da cultura popular mineira, o cantor, compositor, ator e percussionista traz toda a força do congado, da marujada e dos saberes ancestrais, transformando o palco em um ato de memória e resistência afro-mineira.
- 21h30 | Patche Di Rima
- Considerado o embaixador da cultura guineense, o artista celebra quase duas décadas de carreira solo. Misturando ritmos tradicionais da Guiné-Bissau (como o gumbé e a tina) com o afrobeat, ele apresenta ao público seu estilo original batizado de Sikó, cantado em dialetos tradicionais.


Domingo – 29 de novembro (A partir das 18h00)
- 18h00 | Lenna Bahule
- A cantora, compositora e arte-educadora moçambicana apresenta seu estilo vocal transcendental. Acompanhada por sonoridades orgânicas e letras em idiomas africanos, Bahule explora a voz como instrumento principal em uma experiência imersiva de corpo e alma.
- 19h30 | Hamilton de Holanda Trio
- Liderado pelo virtuoso bandolinista de 10 cordas e vencedor do Latin Grammy, o trio — completado por Salomão Soares (teclados/Moog) e Thiago “Big” Rabello (bateria) — une a tradição do choro à liberdade criativa do jazz contemporâneo.
- 20h30 | Rallie & Convidados
- O cantor e compositor baiano, que iniciou sua carreira fonográfica maduro incentivado por Tim Maia, mistura samba, soul e ritmos afro-brasileiros. Rallie abre espaço no palco para receber o lendário angolano Filipe Mukenga em participações conjuntas.
- 21h00 | Filipe Mukenga
- Um dos nomes mais respeitados da música angolana contemporânea, Mukenga traz sua obra marcada pelo diálogo refinado entre as raízes de seu país e a modernidade, além de seu histórico de parcerias com grandes ícones da MPB.




Serviço
- Evento: Fest in Brasil–África em Belo Horizonte
- Local: Grande Teatro SESC Palladium (Rua Rio de Janeiro, 1046 – Centro, Belo Horizonte/MG)
- Datas e Horários:
- 28/11 (Sábado) – A partir das 19h30
- 29/11 (Domingo) – A partir das 18h00
- Ingressos: À venda na bilheteria do teatro e online pela plataforma Sympla.
Tabela de Preços por Setor
| Setor | Inteira | Meia-Entrada | Ingresso Solidário |
|---|---|---|---|
| Plateia 1 | R$ 200,00 | R$ 100,00 | R$ 160,00 |
| Plateia 2 | R$ 160,00 | R$ 80,00 | R$ 120,00 |
| Plateia 3 | R$ 120,00 | R$ 60,00 | R$ 100,00 |
Com uma programação que une grandes mestres da música instrumental, expoentes da MPB e referências vivas da lusofonia e das culturas afro-brasileiras e africanas, o Fest in Brasil–Afrika consolida-se em Belo Horizonte como um marco de celebração, intercâmbio e resistência artística, reforçando os laços históricos que unem o Brasil aos países de língua portuguesa bem no coração do Mês da Consciência Negra.
📷Capa – Mauricio Tizumba – Crédito: Ayres Mendes Fotografia












































