Pesquisa da ABIC revela que a busca por interação social é o principal motivo para frequentar esses espaços; rede Sterna Café reflete a transformação no comportamento do consumidor ao longo do dia.
Comemorado neste 1º de outubro, o Dia Internacional do Café celebra uma tradição que ultrapassa o gosto pelo sabor da bebida e alcança a sociabilidade. Muito além de um simples local para consumo rápido, as cafeterias consolidaram-se como ambientes de reuniões de trabalho, encontros casuais e momentos de descompressão. Esse comportamento do consumidor brasileiro é amparado por dados: de acordo com a pesquisa Evolução dos Hábitos e Preferências dos Consumidores de Café no Brasil, realizada pelo Instituto Axxus para a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), a interação interpessoal é a principal razão apontada para frequentar esses estabelecimentos.
O levantamento ouviu 4.200 pessoas, das quais 4.032 declararam-se consumidoras de café. Em um questionário com múltiplas opções de resposta, 33% dos entrevistados destacaram a convivência e o convívio social como motivação para beber café. Além disso, 42% associam o hábito a rituais de prazer e bem-estar, enquanto 22% buscam na bebida uma oportunidade para momentos de pausa e tranquilidade.
Múltiplos usos em um mesmo espaço
A flexibilidade com que as pessoas ocupam as cafeterias acompanha as mudanças de rotina do público moderno. Uma mesma pessoa pode frequentar o local com propósitos distintos dependendo do horário.
“A mesma pessoa pode passar pela manhã para tomar um espresso rápido e, à tarde, voltar para uma reunião, um encontro ou uma pausa mais demorada”, explica Silvana Buzzi, CEO da rede Sterna Café. “Quando alguém convida outra pessoa para tomar um café, muitas vezes a bebida é o ponto de encontro para algo que vai acontecer naquela mesa. Pode ser uma conversa, uma reunião, uma pausa no trabalho ou um momento sozinho. A cafeteria recebe públicos e necessidades diferentes ao longo do dia, e o café acompanha todos esses momentos.”
O estudo da ABIC confirma a forte presença da bebida na rotina diária: 96% dos entrevistados consomem café ao acordar, 76% após o almoço e 61% durante o período da tarde. O indicador revela a força desse hábito no país, onde a bebida está presente em 98% dos lares, tendo alcançado o consumo interno de 21,4 milhões de sacas.

Diversificação e inovação no cardápio
Para acompanhar esse comportamento multifacetado, o mercado vem adaptando suas ofertas com variados métodos de preparo e receitas. Se antes o espresso dominava de forma isolada, hoje divide espaço com opções geladas, combinações com leite e extrações especiais que atendem às preferências de diferentes momentos da jornada diária.
“Isso permite que cada pessoa escolha a bebida de acordo com o horário, a companhia e o tempo que tem disponível”, complementa Silvana Buzzi.
A Rede Sterna Café foi criada a partir da experiência de seu fundador, Deiverson Migliatti, que percorreu mais de mil cafeterias em 72 países. Essa vivência trouxe o insight para desenvolver uma proposta de café especial democrática no Brasil. O nome da rede faz referência à sterna, ave migratória conhecida por longos sobrevoos.
Iniciada em 2016 no modelo de franquias, a marca opera com 100% de grãos especiais e métodos variados de extração. Atualmente, possui 100 unidades distribuídas em 10 estados brasileiros, com a meta de alcançar 300 lojas até 2028. Em 2026, Deiverson Migliatti passou a integrar o elenco de investidores convidados do Shark Tank Brasil (11ª temporada), reforçando sua atuação no ecossistema de empreendedorismo por meio da holding Komodo Capital.
📷 Capa – Divulgação












































